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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

OS PÁSSAROS DO MEU SILÊNCIO


Ainda me lembro da casa da memória
em que eu sentava á varanda
as vascas da tarde e ficava tecendo lembranças...
e esperando o regresso dos pássaros
do meu silêncio. Nestes instantes
havia sempre um céu avermelhado
onde rebanhos de nuvens pastavam silentes
reciclando águas de antigas chuvas.
E ai eles chegavam os pássaros do meu silêncio
cansados asas manchadas de sol e castigadas
pelos ventos rebeldes e passavam céleres
pela varanda em direção as copas das mangueiras
ao lado da casa. Hoje a casa da memória é só escombros
ruinas inventadas pela fúria do tempo
mas no seu interior ainda resistem
os quartos abandonados onde dia mumifiquei
as fimbrias do meus desencantos
e arquivei as sombras do passado
e os pássaros do meu silêncio foram todos embora e partiram
em busca de novos amanhecer.

Um comentário:

  1. Divino! Perfeito Poeta! Esse poema veio do transcendental....do profundo de tua essência! Te aplaudo!

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