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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A CIGARRA


[ para o poeta Alfredo Garcia Bragança ]

A cigarra cantou.
por toda a manhã
um canto trinado
e ininterrupto
e era agosto
e quando a tarde chegou
com suas falanges de sol
seu peito frágil não resistiu
e explodiu em verão.


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