terça-feira, 24 de julho de 2018

CONVITE AOS LÍRIOS


Quando os lírios ornamentarem
as campinas
da estação com suas flores olentes
e cândidas te convidarei para juntos
passearmos por esses campos,
ouvindo a sonata dos pássaros em cio
e tecendo costuras de sol.
E quando os Ipês,em floradas,
mostrarem aos amantes da primavera
suas belezas inebriantes,
me inventarei astronauta
e com minha nave de sonhos,
penetrarei no microcosmo do tempo
e abrirei o bau do passado,
tentando resgatar o elo perdido
de minhas memórias.

Lírica


Chegaste da jornada onírica/ pelos círculos do tempo/chegaste como os ventos que invadem janelas/ sem permissão/trouxeste nos cabelos uma flor amarela/ e nas mãos vernizes de luas
/e com chispas de sol nos olhos/ atravessaste a cidade/ e eu ardendo em chamas / te reencontrei na fronteira da tarde/.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

DE SOMBRAS E TEMPO


Essas sombras margeando
as trilhas dessas galaxias subterrâneas,
as horas limando as moléculas do tempo
deprimem o instante seminal
enquanto a vida coleciona abismos.
Mas nem tudo é angustia e aflição
nem tudo está perdido
ainda há um tênue cintilo de sol
na senda escura da solidão.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

VESTÍGIOS I

Os ventos trazem vestígios
de tua presença na rua
salpicada de sol,
enquanto a tarde prenhe
de pássaros e cantos
desperta o sono dos jardins.
.

sábado, 9 de junho de 2018

TRÊS INSTANTES, A AMADA E O POEMA


Nesta manhã de sol mineral
gestada de uma vértebra
do tempo,
ventos atrevidos se revoltam
na ribeira
e agitam as águas deste mar sem fim
enquanto um beija-flor viril tenta polinizar
velhas roseiras
na solidão floral deste jardim.
E chega a tarde de sol, cerebral,
e me invento em asas
e como pássaro de sonho tento voar
com a intenção de pousar
na paisagem idílica do teu olhar.
E então, chega a noite insone e numeral
trazendo sombras invasoras e degastadas
e então, vou à lavoura de luares
e colheito falanges de luas
para iluminar o sono da mulher amada.

A NAMORADA

Minha primeira namorada
tinha nos olhos centelhas
de sol
e suas mãos divinamente brancas
exalavam olor de rosas silvestres
no corpo de Venus
ardiam lavas vulcânicas
e na boca lubrica um jeito
meigo de dizer: te dou.

PEQUENO POEMA, QUASE NOTURNO

Antes que a noite chegue
com suas colmeias de sombras
e tisne de negror às ruas
preciso urgente do brilho
dos teus olhos claros
para acender o lume da lua.

CONVITE AOS LÍRIOS

Quando os lírios ornamentarem as campinas da estação com suas flores olentes e cândidas te convidarei para juntos passearmos p...