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sábado, 30 de outubro de 2010

PEQUENO POEMA QUE VIROU CANÇÃO


Meus olhos captam o neon
dos letreiros das lojas de grife
a noite recolhe a soma
dos meus delírios
e o instante esculpe silêncios
no cerne das avenidas.
Há um passado ocultos nestas
ruas de vertigens e tédio
onde os ventos mornos
varrem a solidão dos jardins
esquecidos enquanto o tempo
coalha minha sombra no asfalto.