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sexta-feira, 15 de abril de 2011

CAVALGADA




Cavalgo teu corpo sensual e ameno
pelas latitudes da excitação desmedida.
Saindo dos teus olhos serenos
vejo um misto de brilho e ternura
a contaminar de cio o instante lúbrico,
iluminado pela luz tenue do quarto
teus seios brancos túmidos e castos
captam meu olhar agudo e excitado
enquanto minhas mãos naves
imaginárias e em gestos delicados,
circudam a orbita dos teus mamilos,
e nestes instantes, doce amada,
pressinto profundas mutações
na arquitetura do tempo
eu sinto isso todas as noites
em que habito o vertice de tuas coxas.

sábado, 9 de abril de 2011

POEMARIA



Na tarde de musgo

enxaguo velhas

miragens

coladas nas retinas

dos meus olhos

inquietos,

retiro o silencio

do quarto onde avalio

e enterro meus pecados,

e lá fora o sol de outono

fertiliza gerânios

e cresta as sombras

de tua ausência, Maria.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

GODOT


Continuo esperando

como uma sombra

como um vulto

sobre essa pilha

de cadáveres

insepultos.