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quarta-feira, 18 de março de 2009

POEMA CIRCUNSTÂNCIAL

Hoje vou sair pelas ruas da cidade
e pavimentar de esperança
o chão adusto dos meus passos
e o vento há de se aquecer
na chama do amor que levarei
nas mãos.
Hoje vou sair pelos guetos urbanos
lavar de otimismo a antemanhã
dos meninos pobres favelados
que ruminam na solidão
de encardidos barracos
o grito de suas dores
e de suas misérias.
Hoje vou sair pelas esquinas da cidade
e reinventar um novo Messias
para expulsar do templo da vida
aqueles que fabricam as dores
do mundo
e em cada jardim plantarei
uma árvore,
depois cantarei com os pássaros
o aparecimento da grande manhã.
Hoje vou sair...

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