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segunda-feira, 16 de março de 2009

EPIGRAMA

Uma noite em París embaixo da Torre Eiffel
vi uma mulher africana de vestes rotas
( com um filho no colo)
e em gestos estranhos quase obscenos
maldizer turistas que não lhe davam esmolas.


Enquanto isso eu
(um suburbano sulamericano)
exultava com as luzes da torre.

Um comentário:

  1. Este poema me impressionou quando o li no Overmundo e vai me impressionar sempre. Há lugares e situações em que as "iniquidades sociais", (termo que os sociólogos gostam de usar), saltam aos olhos e nos faz refletir: sobre nossas omissões, sobre nossa impotência, sobre as injustiças e desigualdades, sobre a vida...

    Obs: Que bela foto, Júlio.

    Beijos

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