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quinta-feira, 2 de abril de 2009

POEMA DE AUSÊNCIA E TÉDIO

De dia te vejo sobre as ondas
deste mar sem tempo e memória
por onde este barco de velas rôtas
e sem rota
veleja fatigado de procelas.
De tédio e angústia
é feita esta tua ausência,
teu porto está longe
e não há retorno estabelecido
para esta viagem
mas todas as noites, amiga,
surges em sonhos no convés
deste barco saturado de salsugem
e todas ás noites, amiga,
galopas meus sonhos eróticos.

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