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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

NOTURNO PARA OBOÉ

Os embriões da noite
ressuscitam o pêndulo
do relógio,
as horas tépidas
se arrastam
como reptéis
pela circunferência
do tempo
ao longe um toque
de um oboé
põe em fuga
valsas e sonatas,
lá fora as ruas
colecionam caos
enquanto nas periférias
a miséria paraninfa
suicídios.

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