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sábado, 28 de novembro de 2009

LEMBRANÇA

Na sala pintada de cal
uma flauta de tempo
(tocada por um pássaro)
despertava o sono
de minha vó,
no quintal o ardor
do sol de agosto
crestava as folhas
das couves-flor
da horta do meu avô
na varanda sorrisos
de crianças alegravam
o verão.

Um comentário:

  1. Estes teus poemas mais recentes têm me feito ouvir o som flautas, ao longe... Todos muito bonitos, Júlio!

    Beijos.

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