sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

POEMA


A noite colheu o poema
( que vivia na clandestinidade )
no vértice do tempo....
as palavras do poema
edulcoradas com sementes
de sol
renasceram nas plantas
dos jardins de verão
sua voz de sentimentos
ecoou nos tímpanos
dos ouvidos tenros
e quando o sol se despediu
na imensa lavoura da tarde
e a noite abriu suas válvulas
de sombras
o poema se escondeu
avido de exilio.

Um comentário:

PÁSSAROS

Ontem na clara manhã de julho vi casais de alegres  sanhaços bebendo sol nas grades do meu terraço.