Quando a inelutável me convocar
compulsoriamente para habitar
os vales verdes sem fim
onde a primavera nunca vai embora
e o sol nunca apaga seu lume,
não vestirei a túnica inconsútil
dos mortos mesmo sendo de linho
não vou querer incêndios de velas
nem os triviais epitáfios
tatuado sobre a lápide
inconsequente e fria.
Desejarei apenas que alguem
( parente ou amigo)
pendure no meu túmulo
um poema de Farias de Carvalho
ou de Nydia Bonetti.
(O poeta Farias de Carvalho foi e continua sendo o meu guru. Poeta imenso que tive o prazer trabalhar com ele na redação do saudoso jornal "A Noticia". Aprendi muito como este mestre das letras amazônicas. Nydia Bonetti é a poeta paulistana que extrai das coisas simples da vida belezas poéticas, verdadeira arquiteta de sonhos, garimpeira de luas e luares. Dois poetas, duas admirações. Este poema foi feito em cima do poema Epitáfio em que o poeta Farias de Carvalho, diz que quando morresse queria apenas que a noite pendurasse em seu túmulo uma estrela.)
compulsoriamente para habitar
os vales verdes sem fim
onde a primavera nunca vai embora
e o sol nunca apaga seu lume,
não vestirei a túnica inconsútil
dos mortos mesmo sendo de linho
não vou querer incêndios de velas
nem os triviais epitáfios
tatuado sobre a lápide
inconsequente e fria.
Desejarei apenas que alguem
( parente ou amigo)
pendure no meu túmulo
um poema de Farias de Carvalho
ou de Nydia Bonetti.
(O poeta Farias de Carvalho foi e continua sendo o meu guru. Poeta imenso que tive o prazer trabalhar com ele na redação do saudoso jornal "A Noticia". Aprendi muito como este mestre das letras amazônicas. Nydia Bonetti é a poeta paulistana que extrai das coisas simples da vida belezas poéticas, verdadeira arquiteta de sonhos, garimpeira de luas e luares. Dois poetas, duas admirações. Este poema foi feito em cima do poema Epitáfio em que o poeta Farias de Carvalho, diz que quando morresse queria apenas que a noite pendurasse em seu túmulo uma estrela.)




