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quinta-feira, 30 de abril de 2015

COMO ABATER A TARDE COM UM POEMA


A chuva caindo molhando o ventre da cidade
O sol descambado  para o ocaso da tarde
Os pássaros de regresso a solidão dos ninhos
O rumor dos automóveis , monstros de aços,
envenenando  as ruas com seus escapamentos infames,
o tempo escravizando as horas  na arena do relógio
a vida se explicando em teoremas
e na penumbra do quarto de sonhos e fantasias
os seios da mulher amada saltando da seda da camisola
com encanto e ousadia,
enquanto a tarde em anemia profunda
morre abatida por um simples poema. 

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