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terça-feira, 20 de outubro de 2009

NYDIANAS

No vázio
inquietante
da sala
o pó das horas
escorre lento
pelas paredes
vetustas da casa
e embota
a fotografia
dos mortos.

2 comentários:

  1. Julio!

    Levei um susto, quando ví os títulos. :)

    Surpreendendes. Na forma dos meus, com a intensidade e o brilho dos teus. Meu amigo poeta, sempre me emocionando... Uma honra pra mim estar no acroático e fazer parte dos teus poemas. Uma alegria, apesar da tristeza contida no poema... Obrigada.

    beijos

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  2. Olá Julio! É um belo poema. Pequeno na estrutura, porém, gigante na profundidade. Também acho um pouco triste e melancólico. O pó das horas, paredes antigas. Um pouco de museu!

    Abraços,

    Furtado.

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