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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

NOTURNO

Do alpendre vejo o cais
assisto navios em fuga
e a tarde desabar sobre
o rio,
vejo a noite chegar e abrir
seus latifundios de mistério
para a passagem das sombras
uma lua em pedaço
tenta iluminar a solidão
da rua
e um rebanho de nuvens
pasta tranquilo num céu
claro de agosto,
o vento abre suas asas
noturnas e inquieta
o arvoredo varrendo
o silêncio da praça.

6 comentários:

  1. Sua poesia faz ruído, toca fundo, e tem uma luz que nos guia. Tanto sentido!

    Beijo.

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  2. No olhar do poeta, noturno vira um clarão sempre.

    Um beijo e te ler me ilumina.

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  3. Belo demais esse "NOTURNO", onde a tarde desaba sobre os rios!

    Belíssimas e tocantes imagens!

    Parabéns, poeta!

    Beijos

    Mirze

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Pude ver o cenário, Julio. Teus poemas nos transportam. Beijo grande.

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  6. Prezado Sr. Júlio.
    Pelo jeito, nos identificamos em gostar de poesia. Vim retribuir suas amáveis palavras no Arquit e Poesia, encontrei suas poesias em versos curtos, envolventes... Permita-me amiudar a frequencia para apreciar seus belos versos. Um grande abraço, feliz 2011!
    Adhemar.

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