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POEMA

A amanhã escorre pelas maçãs
do teu rosto e o último vento
de primavera arrisca beijar
teus cílios sob um sol morno
que ainda alimenta os jardins
da cidade. Súbita chega a tarde
com seu complexo de noite
e traz os pássaros em último
vôo vesperal sobre as copas
das árvores que se agitam
com os ventos molhados.
E lentamente a noite vem chegando
com sua genitália de sombras
e seu sudário de nevoa e agonia
e ao longe para os lados do Boulevar
o toque de um oboé
parece suavizar os estertores do dia.

Comentários

  1. Lindo poema, cria uma imagem emocionante!

    Beijo.

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  2. Já te disseram que és um romântico, um amante que grita para que o amor se fortaleça nos dias em que vivemos..acho que sim, mas repito e digo que gosto de estar aqui para melhorar meu anoitecer.

    Beijos.

    Carmen.

    ResponderExcluir

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