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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SARGAÇOS

Navego em mar de sargaços
e espero a noite chegar
para descansar os rebanhos
de meus remorsos.
As badaladas do relógio
da Praça do Rosário
despertam os faunos
do meu silêncio,
impositivo o tempo desfolha
a rigidez de minhas vértebras
enquanto um vento impetuoso
sopra o pó de minhas têmporas.

7 comentários:

  1. Espero sempre a noite chegar:
    com ela vêm a poesia,
    a brisa fresca,
    as sombras do que poderia ter sido do dia.

    Beijo, poeta.

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  2. Você sim, poeta completo, "todo coração". Ficou muito agradável o novo visual do blog, Julio. Acho que só mesmo eu não consegui abandonar o meu velho branco básico do Longitudes.:) Grande abraço, meu amigo!

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  3. têmporas, vento, vértebra, silêncio, faunos, silêncio,relógio, remorso, mar de sargaços...disparadores substancias, algas, pó de viver que desfolhas por quem te lê.

    Um beijo carinhoso, querido Poeta.

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  4. Júlio, tudo bem? Saudade e desejo de novos versos.

    Um beijo amigo e carinhoso.

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  5. Hey, como sempre faço, passo todo dia por aqui... encontro Sargaços e me pergunto por ti, me pergunto por mim em tua leitura, mando um forte abraço e desejo que logo estejas aqui conVersando.

    Carmen.

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  6. Júlio, obrigada por tua resposta em e-mail... que voltes da viagem clorifinado de poesia!

    um beijo.

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  7. Beleza...teus versos adoçam o coração...
    um gde abraço

    Cintia Thomé

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