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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O CAOS E A NÁUSEA




Sobre minhas palavras
os escombros do dia
um temporal indesejado
surpreende um pássaro
numa arvore desfolhada,
perto de mim o terminal
revela o caos urbano
e me causa náuseas.
Na longa avenida
a tarde aos pedaços
se rende aos caprichos
da noite que avança
pelas ruas geladas,
encosto-me a uma
pilastras da estação
e fico triste
perdi o último trem
para Pasárgada.

(dedicado a poeta Tânia Souza)

3 comentários:

  1. O Poeta é o que sempre vê, lê e descreve em imagens o versos o que os olhos não orbitam.

    Um beijo, querido Júlio e que tua pena seiga e prossiga...

    Carmen Silvia Presotto
    www.vidraguas.com.br

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  2. Um homem desolado,
    um poeta atento.

    Forte abraço,
    meu camarada.

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  3. caro poeta..é madrugada alta e navegando neste mar sem ondas deparei-me com tão linda poesia...nõ resisti, invadi sorrateira teu universo explendido de alma e flor.
    estou aqui a te acompanhar.
    um gde bjo no coração.
    feliz ano novo, que a poesia seja sempre o alento da alma do poeta que tão despretenciosamente nos faz sonhar.
    valéria.
    loba,do uivo da loba.

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