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quarta-feira, 12 de maio de 2010

POESIA MARGINAL ( a poeta e o cão)

Sentada na varanda de tempo
num dia de sol á pino
com o olhar aguçado e esmiuçador
a poeta observa o instante construído
( o cão Bono vem deitar ao seu lado
e finge dormir).
a poeta ver a vida
criar e recriar o caos
as angústias numerais
e lançá-las sobre as ruas
da cidade asfixiada em gás
carbônico
a poeta excomunga
a letargia do trânsito
a anti-poesia grafitada
nos muros e fachadas
de casas e edifícios
a poeta vislumbra as esquinas
e lamenta a falta de comiseração
com os meninos sem futuro,
párias sociais que perambulam
pelos guetos urbanos
(enteados de uma pátria madrasta).
De repente o cão Bono, sem alarde,
salta sobre o colo da poeta
e neste instante poeta e cão
unidos,
humanizam a tarde
humanizam a vida
humanizam o mundo.

7 comentários:

  1. Na Poesia está a sublimação que transforma e faz diferença...

    Um beijo, Poeta!!!

    Carmen Silvia Presotto
    www.vidraguas.com.br

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  2. Sensível conto poético! Apenas determino assim por ler PARTICULARMENTE como um conto, até mesmo por viajar em tantas imagens!!!!

    Belo!

    Abraços carinhosos =)

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  3. Lindo, uma imagem incrível!

    Beijos.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Á surreal imagem se funde um lirismo fazendo brotar essa impressionante criação que nos encanta, Julio.

    Um abraço

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  6. O poeta vê o além, e sente, muito mais...

    bj.

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