Sentada na varanda de tempo
num dia de sol á pino
com o olhar aguçado e esmiuçador
a poeta observa o instante construído
( o cão Bono vem deitar ao seu lado
e finge dormir).
a poeta ver a vida
criar e recriar o caos
as angústias numerais
e lançá-las sobre as ruas
da cidade asfixiada em gás
carbônico
a poeta excomunga
a letargia do trânsito
a anti-poesia grafitada
nos muros e fachadas
de casas e edifícios
a poeta vislumbra as esquinas
e lamenta a falta de comiseração
com os meninos sem futuro,
párias sociais que perambulam
pelos guetos urbanos
(enteados de uma pátria madrasta).
De repente o cão Bono, sem alarde,
salta sobre o colo da poeta
e neste instante poeta e cão
unidos,
humanizam a tarde
humanizam a vida
humanizam o mundo.
... água
ResponderExcluirnos olhos da poeta ...
Na Poesia está a sublimação que transforma e faz diferença...
ResponderExcluirUm beijo, Poeta!!!
Carmen Silvia Presotto
www.vidraguas.com.br
Sensível conto poético! Apenas determino assim por ler PARTICULARMENTE como um conto, até mesmo por viajar em tantas imagens!!!!
ResponderExcluirBelo!
Abraços carinhosos =)
Lindo, uma imagem incrível!
ResponderExcluirBeijos.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirÁ surreal imagem se funde um lirismo fazendo brotar essa impressionante criação que nos encanta, Julio.
ResponderExcluirUm abraço
O poeta vê o além, e sente, muito mais...
ResponderExcluirbj.