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domingo, 9 de maio de 2010

LEGADO


Deixo meus sonhos inconclusos
na limpidez concreta dos teus olhos
de mar,
minhas agruras e desencantos existenciais
deposito no escaninho do tempo presente

( para posterior esquecimento)

e deixo, finalmente, meus desejos carnais
plantados na morna estepe do teu ventre.

6 comentários:

  1. Olá, Júlio,
    um poema ao mesmo tempo, misterioso e transparente... belo!

    abç de Betha

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  2. Palavras desmedidas na proporção certa!

    Beijos, meu caro.

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  3. Júlio, que este legado perfure muitos sonhos e olhares!!!

    Belo poema junto a uma imagem que conVersa, parabéns.

    Carmen Silvia Presotto
    www.vidraguas.com.br

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  4. Belo poema e bela foto.
    Gostei muito do
    "e deixo, finalmente, meus desejos carnais / plantados na morna estepe do teu ventre"
    Grande abraço, Julio.

    Ivan Bueno
    blog: Empirismo Vernacular
    www.eng-ivanbueno.blogspot.com

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  5. Um legado bastante original.

    Gostei muito do poema na sua forma e no seu conteúdo.

    Voltarei.

    L.B.

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  6. Pura sensualidade linguística!

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