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segunda-feira, 17 de maio de 2010

CHUVA

A chuva intermitente molha
os cílios da tarde
e irriga a pele
das ruas da cidade.
Nas esquinas úmidas
e sujas de Santa Quitéria
mendigos em trapos
revelam na melancólia
dos olhos intumescidos
sinais graves de suas misérias.

6 comentários:

  1. Júlio,
    Muito bom visitar o teu espaço, cheguei aqui via blog da Lígia Saavedra.
    Parabéns!
    Tuas mensagens servem de lenitivo para notívagos que insistem em sentir a brisa suave da madrugada, de mãos dadas com uma linda morena, apanhando mangas pelas ruas desertas...
    Sigo-te lendo.
    Abraços,
    Pedro

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  2. Torci-me depois de ler. Adoro sua força!

    Beijo.

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  3. É, Julio.
    Triste realidade retratada neste poema. A chuva que molha a pele da cidade quente, mas fria em relação aos mendigos em trapos, tão gente como toda gente, mas visto como os trapos que trajam. Belo retrato da tristeza envolta de magia, porque a vida é assim.
    Grande abraço,

    Ivan Bueno
    blog: Empirismo Vernacular
    www.eng-ivanbueno.blogspot.com

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  4. Júlio, parabéns por esta chuva poética que além de molhar os cílios da tarde, molha o coração de vida...

    Um beijo

    Carmen Silvia Presotto.
    www.vidraguas.com.br

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  5. Gosto muito deste olhar atento e indignado sobre as misérias humanas, que encontro em muitos dos teus poemas, Julio. Beijo.

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  6. Sensibilidade! O que seria de um poeta sem sensibilidade!

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