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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

NOTURNO Nº 1

O vento se abate irascível
contra o velho alpendre
e macera as vertebras
da solidão.
Encolhido no lado direito
da casa o jardim
esconde flores suicidas
nas sombras dos canteiros
e a noite invade
( resoluta) os latifundios
da madrugada,
lá fora uma chuva miúda
irrompe os degraus
do silêncio e irriga
a lavoura do tempo.

4 comentários:

  1. belo, imaginei um piano tocando ao fundo.
    abs

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  2. Lindo poema para começar a semana!

    Sua escrita é realmente linda é lírica!

    Beijos.

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  3. Tua poesia me deixa sem palavras, Júlio. Sempre tão intensa, tão verdadeira - beleza que dói.

    beijo.

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  4. Julio

    Seu desenhar é belo...a lavoura renasce...as lembranças também
    Inspiradora essa poesia...

    abs.

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