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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

NOTURNO Nº 2

Á tua luzidia e distante efígie
habita a morna tessitura
dos meus olhos sonâmbulos
e povoa de cio meus instintos
éroticos.
Entre nós dois existe (fixo)
um alpendre de memória
( confissões de segredos e
pecados)
que nos conduz por marés
e auroras inconclusas.
A textura das palavras
desce os degraus do vento
e se transforma em espumas
cozidas pela forja do tempo,
enquanto a caligrafia do silêncio
esconde os remorsos da noite
e o sal das horas
flamba os grãos da espera.

2 comentários:

  1. Norturno I e II: dois poemas perfeitos! Em breve devo postá-los no Poesia Diversa. És um grande poeta!

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  2. Belíssimas poesias, de um vocabulário muito rico e inteligente, com frases bem elaboradas.
    Gostei muito.
    Grande abraço e sucesso!

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