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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VISITA Á CASA ONDE NASCI

A tessitura de cedro
do velho alpendre
esconde os desastres
do tempo,
paredes mal caiadas
encharcadas de vestígios
de anos e vidas
reatam o elo perdido
entre a infância e a casa,
lá fora um jardim
decomposto em ruínas,
e uma chuva fina
de estio
tenta em vão
reanimar flores
ressequidas
enquanto um vento senil
sopra o pó da memória.

5 comentários:

  1. Belo poema! Imagens intercaladas num memorial de sensibilidades. www.poesiadiversidade.blogspot.com

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  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  3. Lembranças fincam em cada pó de nossa casa da infância. Lindo poema!

    Que grata surpresa receber um comentário seu em um blog que só há um poema meu, boa coincidência. Adorei conhecer aqui, vou segui-lo.

    Depois vá ao meu blog pessoal: http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/

    Beijos.

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  4. Não importa
    aonde a gente vá,
    nossa casa
    sempre será
    a velha casa
    onde a gente cresceu.

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  5. Quintal...lembro-me do quintal sempre
    Onde admiamos as equeninas coisas, temos contato com a grama, os varais, o tanque cheio de peixinhos...lioeiros e mangas...Que tempo
    Queria voltar e ficar vendo as formigas sem passar esse tempo...


    Poema da construção do adequado a todos os olhos
    Julio. Assim vc é.

    A vida exige muito, muito e nos quintais
    não...as flores não feneciam...

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