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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CANTIGA QUASE ACALANTO


Quando a noite chegar lenta
e os cílios de prata da lua
penetrarem pelas janelas
e espantar as sombras
deste quarto pejado de solidão,
imaginarei estar contigo, amiga,
palminhando ás áreas suburbanas
do teu corpo incensado e trigueiro
ancorando minhas mãos ávidas
e tépidas no manso cais do teu ventre
e descansando meus lábios candentes
na enseada dos teus seios
sedosos e ternamente agressivos.
E antes que os lacraus do orvalho
anunciem a presença da madrugada
reiterarei ( convicto) o amor que sinto
por ti, doce e inebriante amada.

4 comentários:

  1. Lindo!
    Que suavidade de se falar...
    Bravo Amigo Julio

    ab ab

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  2. Como são belos teus poemas à amada, Julio. As palavras flutuam, tão suaves... Bonitos demais. Abraços.

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  3. Belíssima poesia Julio, como sempre.
    Gosto muito do seu vocabulário e das imagens que você cria em suas obras. São muito ricas.
    Grande abraço e sucesso!

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