quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

NOTURNO ( para Benny Franklin)

rasgo as vestes da noite
e escancaro seus ludibrios
as ruas despetaladas
(são flores de angústia e medo)
somam seus desastres cotidianos,
nas casas encharcadas de tempo
as laminas das cortinas fechadas
escondem cópulas devassas
numa esquina obscura
um bêbado solitário apoiado
num fusca azul-fôsco
(expulsando o fígado pela bôca)
segura em uma das mãos
uma lua madura
depois sorri para um poste
enquanto a noite segue
sua rota de dúvidas e mistérios
pelo território da madrugada,

2 comentários:

  1. Julio versos de Benny são luas paridas, são espelhos dela em letras anunciando novos dias
    letras brancas, as espumas que anunciam novos tempos, beijos no mar e na areia...na Terra Mãe.


    Bravo! Aorei!
    Você é grande Amigo!

    Um lindo Natal com sua Família e os seus e 20010 de Céu!

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  2. Obrigado, Mestre Julio. Deus lhe pague.

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CAOS

Há tantas cicatrizes nestes caminhos, há tantos passos errados nestas estradas nenhum sorriso percebi nesta multidão encharcada de traumas e...