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Inauguras a tarde
com teus olhos claros de mar.
Vestidas de sol tuas mãos
( em gestos mágicos)
regem a sinfonia dos ventos
que teimam em varrer a pele das ruas
e respingos solares desgarrados
engravidam tenras roseiras.
De repente uma chuva estival
desaba sobre a cidade
como querendo lavar-lhe os pecados,
enquanto solitária procuras
na intimidade do jardim
(entre flores molhadas)
fiapos de sol.