quarta-feira, 2 de maio de 2018

UM ANO SEM O LIRISMO DE BELCHIOR


Saio do meu casulo de silêncio para prantear o poeta Belchior que nesta manhã, foi levado pelas Walquirias e cavalgou com elas pelas pradarias do Nunca Mais, em busca dos eternos arrebóis. Poeta da musica, sobretudo, poeta da vida que a cantou com muita inspiração. Nunca mais veremos essa figura emblemática da musica dedilhar as cordas liricas de seu violão e construir canções que nos consolavam dos rigores do tempo e da vida. O cancioneiro nacional ficou um pouco pobre, Belchior está morto. Vivas estão suas canções lapidares cheias de palavras intensas e frases abissais. O poeta está morto. Nunca mais verá, com seu olhos de poemas, "as velas do Mucurípe saírem para pescar". Não mais será o mar de Copacabana e nem abrirá os braços no Corcovado. Não mais será "um rapaz latino americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior". Agora ungido em silêncio restará, apenas a memória e as canções que criou como ligação eterna entre o homem e a eternidade. Vá com Deus, poeta. O poeta está morto. Viva o poeta!!!!!!!

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PÁSSAROS

Ontem na clara manhã de julho vi casais de alegres  sanhaços bebendo sol nas grades do meu terraço.