sábado, 21 de abril de 2018

POEMA II

Me sirvo da manhã
para catar fiapos de sol
na grama do parque
me sirvo da chuva
para lavar meus pecados
me sirvo das tintas do arco-íris
para pintar as cores do arrebol
me sirvo da tarde
para colher nuvens
no céu acetinado
me sirvo da noite
para dormir meus sonhos
e devaneios]
por fim me sirvo do silêncio
nas horas caladas
para me inebriar
com a arquitetura lubrica
dos seios da mulher amada.

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PÁSSAROS

Ontem na clara manhã de julho vi casais de alegres  sanhaços bebendo sol nas grades do meu terraço.