sábado, 21 de abril de 2018

A CASA

A casa é velha. Muito velha, No telhado o tempo plantou musgo e líquens, na fachada os anos desconstruiu sua arquitetura. Em suas laterais o capim- navalha escondeu seu jardim em ruínas. Um muro em decomposição albergado por dois portões de ferro inteiramente oxidados cercam sua entrada. Olhei a casa ou o que restou dela com os olhos cheios de lágrimas. Então perguntei ao homem idoso relaxado na cadeira de embalo, pitando um cigarro confeccionado com fumo de rolo. O sr. sabe que eram os donos deste imóvel? E o velho respondeu - Já faz muito tempo. Quase não me lembro das pessoas que ai moravam. Só lembro de um menino negro de nome Julio que morava nesta casa. Curioso perguntei: - E agora o que há no interior desta casa arruinada? E o velho me respondeu: - Moço, só memórias. Memórias.

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PÁSSAROS

Ontem na clara manhã de julho vi casais de alegres  sanhaços bebendo sol nas grades do meu terraço.