O poema desgarra-se de mim
impávido e resoluto divorcia-se
dos meus intentos vivenciais,
inventa outono no território do verão
acalenta o plácido coito dos amantes
matiza o corpo virgem da manhã
evoca a leveza dos jardins
na contemplação dos tecidos do dia
voeja pelas dimensões do tempo
desce as inclinações do sol
descreve a geografia do silêncio
rompe a solidão do alpendre
e pousa suavemente casto
na arquitetura cálida e sensual
dos teus seios brancos e castiços.
O poema nunca mais volta para mim.
''O Poema'',simples e belo desgarrado do poeta,agarrando quem por ele passa!!!<3
ResponderExcluirSempre fico a ler calmamente esses versos e suas entrelinhas
ResponderExcluirreleio e passo a cada hora entende-lo com todas as nuances da paixão que um porta tem pela palavra...é exímio em doar-se. Doa-se palavras e sempre a deixamos perdidas ao gosto do sal...
gde beijo
Cintia Thomé
O poema é esta viagem sem volta sempre, porque mesmo quando nos debruçamos novamente sobre eles, sentimos que já somos outro no tempo...
ResponderExcluirUm beijo grande, poeta querido, bom estar aqui. Saudade!!
carmen.