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terça-feira, 29 de setembro de 2009

INVENÇÃO PARA ANIBAL BEÇA NO AZUL

Os ventos não mais ensaiaram a suíte imaginária
a noite recolheu em seu casulo de mistérios
seus habitantes. Surgindo do ventre da floresta
um fauno amazônico desgarrado de seu labirinto
entoa em sua inúbia a ária dos ausentes.
As palavras nortunas, em forma de versos,
estilhaçam-se no espelho da madrugada luzidia
e o poeta transvertido em astronauta do sonho
em sua nave de brumas ( ante o olhar plangente da rua)
orbita as galáxias candentes do imponderável
em busca do silêncio abstrato e eterno.

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