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MINHA MÃE E EU ( MINICRÔNICA )


Fixei meus olhos na fotografia de minha mãe. Ao lado, uma mesa posta com duas maçãs e duas laranjas num prato esmaltado completa a natureza realmente morta. Súbito meu coração se abriu para receber uma velha conhecida, a saudade. Segundo o poeta, saudade é uma cicatriz que de vez em quando, percorre os labirintos do coração e do pensamento, reavivando atos e fatos antigos. É o retorno do passado. Neste momento tive um espécie de miragem. Vi minha mãe sentada ao lado de minha cama a acariciar, com suas mãos brancas e divinas, o ar dos meus cabelos. E tudo veio no pensamento. Minha infância vigiada e minha juventude orientada pelos conselhos de Estefânia. Sinto uma imensa falta dessa mulher heroína que enfrentando as adversidades da vida nos rincões perdidos da Amazônia , conseguiu criar nove filhos. Paro de reciclar saudade. Olho pela janela e vejo o verão espalhar calor e vida sobre um canteiro de margaridas e acalentar uma florada de girassóis, enquanto a memória fabrica minhas lagrimas.
Hoje fixei meus olhos na fotografia de minha mãe


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