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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ESPERA

As horas com seus gomos de silêncio
marcam o tempo de tua ausência.
Sobre a mesa o calendário
na sua frigidez numeral
assinala os dias da espera,
enquanto os faunos da imaginação
flambam os grãos de minha ansiedade.
E quando, amiga, as sete luas passarem
iluminando os hectares da vida,
estarei, aqui, de braços abertos
te esperando no velho alpendre
o mesmo que assistiu tua partida.

Um comentário:

  1. Te sinto no alpedre, rememoro a cena, recordo do poema com a infância vivida e chego a tempo de te abraçar e dizer que amo estar aqui, por isso, também deixo um Feliz Natal e que 2012 siga nos iluminando os passos.


    Carinho imenso, Carmen.

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