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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

POEMA DO AMOR REFÉM

Na tarde de sol e canícula
em que a arquitetura do silêncio
constroe seus gomos no ar
deste velho alpendre
tua presença me faz refém
da serenidade do teu olhar
que penetra em mim
como um facho de luz outonal
e meu cativeiro, amiga e amor,
é o litoral dos teus lábios quentes
que encerra mistérios
do amor sublimado que sinto
e minha rota de fuga, amada,
é a calma península do teu corpo
que fica no território livre do teu ventre.


2 comentários:

  1. Boa noite Julio, te vi no blog da Francys com um poema pra Lunna Guedes. Resolvi então vir conhecer teu espaço, no que fiz muito bem. rsrs

    Ótima literatura por aqui, de grande qualidade. Há muito não vira isso pela internet. Parabéns!

    Poema sensual na medida certa e sem cair no vulgar.
    Muito bom!

    abraços

    Lu Cavichioli

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  2. Tanto amor em teus versos. E onde Eros se faz presente o Outono resplandece.

    beijos, carinho.

    Carmen.

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