terça-feira, 6 de julho de 2010

POEMA PARA ROBERTO PIVA NO AZUL


Na mesa restos de poemas
palavras partidas ao meio
a solidão do instante seminal
refletida no alpendre da noite
o relógio parado na circunferência
do tempo ácido,
a voz embargada na garganta
e o poeta de olhos cerrados
salta sobre o dorso de seu cavalo
de brumas e cavalga sereno e imponente
em busca de infinitas manhãs
e a colher rosas olentes dos jardins
da gleba dos ausentes.

( o poeta Roberto Piva( foto) faleceu ontem em São Paulo)

3 comentários:

  1. Que bela homenagem, Julio. Poema de tocar fundo, tão verdadeiro.

    Beijo.

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  2. Obrigada Poeta, a poesia em mim agradece e se enlaça a este grande Poeta que foi e será Roberto Piva, e gostei tanto que já colei em vidráguas!

    Um beijo

    Carmen Silvia Presotto
    www.vidraguas.com.br

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  3. teus poemas homenagens são sempre certeiros, julio. que beleza. beijos!

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PÁSSAROS

Ontem na clara manhã de julho vi casais de alegres  sanhaços bebendo sol nas grades do meu terraço.