sábado, 11 de fevereiro de 2017

O SOL DOS TEUS OLHOS


O sol saía da paisagem dos teus olhos e alimentava de luz os labirintos da cidade e a amanhã descansava na plenitude do teu colo morno. O tempo flambava os grãos das horas na circunferência inanimada dos relógios, enquanto pousado na varanda, um pássaro quebrava a vertigem do silêncio com seu canto metálico. Teus cabelos espalhavam cachos reluzentes no ar do instante seminal e tua boca cálida fabricava sorrisos. Tudo... apenas um sonho.

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