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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

POEMA CIRCUNSTANCIAL


O sol penetra na minha janela
com seus punhais de fogo,
enquanto vejo um cão sem plumas...
ladrar acintosamente contra o carteiro
que talvez traga noticias de Ju,
súbita a tarde desaba sobre mim
com a força de mil guindastes,
lá fora ouço rumores na porta
vou atender. Não vejo ninguém
apenas um vento desgarrado
a procura de seu rebanho.
Embriagado em silêncio, esmoreço,
e me deixo seduzir pela a maciez
deste sofá com desenhos japoneses
onde me refestelo leio um poema
de Fanny Mota e adormeço.

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