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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

QUASE NOTURNO

O tempo constroi ruinas nos alicerces da tarde.
O vento em suas travessuras abstratas
pinta de silêncio a arquitetura do alpendre
e um pássaro acrobata, em velocidade,
risca de musgo a pele das arvores
enquanto o sol derrama fiapos de luz
nas escamas do rio.
A noite virá sobre essas velhas casas
encharcadas de anos e liquens
salpicando de cinzas e angústias
essas ruas molhadas de tédio.

4 comentários:

  1. Hey, tudo bem poeta querido, como está Julio? Leio este noturno e reativo as lembranças do fundo de meu corredor... uma alpendre habitado de amores e bom estar aqui te lendo e desejando uma ótima semana.

    Carinho.

    Carmen.

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  2. Passo para te desejar uma ótima semana e sempre carinho Júlio!!!

    Carmen.

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  3. Hey, tudo certo... sinto o silêncio e desejo que esteja tudo bem, um beijo, sempre carinho Julio e ótima semana.

    Carmen.

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  4. Que o tédio tenha escapado de tuas férias, beijos meu amigo e bom retorno de Carnaval e sempre carinho.

    Carmen.

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