Depois da corrida dos anos
sobraram apenas em mim
restos de magoas sazonadas
estafa irremediável do corpo
cabelos inaugurados de inverno
trilhas de desencontros
e o môfo dos porões
da casa onde nasci.
Na varanda da memória
restou indelévelmente
a velha flauta do meu avô
que tirava do pó do tempo
a nota exata da canção
que nos embalava
nas noites de verão.
O dia de hoje é tudo que temos, Julio. Precioso legado. E é preciso vivê-lo. As lembranças devem ser bálsamos, como o som desta flauta...
ResponderExcluirSempre tão bom te ler. Um beijo.
Muito lindo!
ResponderExcluirAinda bem que a memória nos alivia, com lembranças e legados.
Parabéns!
Abraços
Mirse