O vento se abate irascível
contra o velho alpendre
e macera as vertebras
da solidão.
Encolhido no lado direito
da casa o jardim
esconde flores suicidas
nas sombras dos canteiros
e a noite invade
( resoluta) os latifundios
da madrugada,
lá fora uma chuva miúda
irrompe os degraus
do silêncio e irriga
a lavoura do tempo.
belo, imaginei um piano tocando ao fundo.
ResponderExcluirabs
Lindo poema para começar a semana!
ResponderExcluirSua escrita é realmente linda é lírica!
Beijos.
Tua poesia me deixa sem palavras, Júlio. Sempre tão intensa, tão verdadeira - beleza que dói.
ResponderExcluirbeijo.
Julio
ResponderExcluirSeu desenhar é belo...a lavoura renasce...as lembranças também
Inspiradora essa poesia...
abs.