A tessitura de cedro
do velho alpendre
esconde os desastres
do tempo,
paredes mal caiadas
encharcadas de vestígios
de anos e vidas
reatam o elo perdido
entre a infância e a casa,
lá fora um jardim
decomposto em ruínas,
e uma chuva fina
de estio
tenta em vão
reanimar flores
ressequidas
enquanto um vento senil
sopra o pó da memória.
Belo poema! Imagens intercaladas num memorial de sensibilidades. www.poesiadiversidade.blogspot.com
ResponderExcluirEste comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirLembranças fincam em cada pó de nossa casa da infância. Lindo poema!
ResponderExcluirQue grata surpresa receber um comentário seu em um blog que só há um poema meu, boa coincidência. Adorei conhecer aqui, vou segui-lo.
Depois vá ao meu blog pessoal: http://laramaral-teatrodavida.blogspot.com/
Beijos.
Não importa
ResponderExcluiraonde a gente vá,
nossa casa
sempre será
a velha casa
onde a gente cresceu.
Quintal...lembro-me do quintal sempre
ResponderExcluirOnde admiamos as equeninas coisas, temos contato com a grama, os varais, o tanque cheio de peixinhos...lioeiros e mangas...Que tempo
Queria voltar e ficar vendo as formigas sem passar esse tempo...
Poema da construção do adequado a todos os olhos
Julio. Assim vc é.
A vida exige muito, muito e nos quintais
não...as flores não feneciam...