Os caibros de cedro
desfibram o corpo do tempo
no regaço da noite
onde as horas decapitam
enigmas.
A mémoria levanta andaimes
de sonhos. A voz de fogo das ruas
perverte canteiros
de crisântemos.
O vento limpa o sal
das paredes onde os mortos
se postam e comem
a erva de seus silêncios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário