Os olhos da morte espiando,
a voz embargada na prece
contrita. Os olhos rubros
inflados pelo sal das lagrímas
crianças correndo pela sala
inventando artes lúdicas
de vida.
Os olhos da morte espiando,
um coral de beatas entoa
a reza comovente
e minha mãe inerte
entre os círios ardentes.
Julio,
ResponderExcluirQue poema denso...
consistente e bem delimitado no tema.
Constroi uma imagem e reflexões possíveis podem ser inspiradas.
"a reza comovente
e minha inerte..."
Belo!
Abraços
uma palavra para definir: FANTÁSTICO!!!!!!!!!
ResponderExcluirbeijos meus!
Cristiano e Celina perdi minha mãe no ambiente assim descrito.Obrigado, amigos.
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