Aos ricos, aos poderosos
( que se banqueteiam com o suor
e sangue dos trabalhadores) tudo
as fímbrias do céu
e o lucro desmedido,
aos pobres, aos miseráveis
da sorte a sarjeta
o gueto poluído,
o sono nas calçadas frias
das cidades no inverno,
a esses párias da sorte
ás raias do inferno.
Defendendo a ecologia
os rícos temem
que a flatulência
dos mendigos
possa esburacar
a camada de ozônio.
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