O cão com seu focinho de universo
cheira a tarde e com suas patas de
tempo
pisa o lôdo e a merda dos burgueses
de Adrianópolis.
O cão e o homem
o cão humaniza o homem.
O cão com seu focinho de fogo
cheira a vulva da cadela no cio
antepasto para o banquete
lingual.
( Adrianópolis é o bairro da classe A de Manaus)
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