Me sirvo da manhã
para catar fiapos de sol
na grama do parque
me sirvo da chuva
para lavar meus pecados
me sirvo das tintas do arco-íris
para pintar as cores do arrebol
me sirvo da tarde
para colher nuvens
no céu acetinado
me sirvo da noite
para dormir meus sonhos
e devaneios]
por fim me sirvo do silêncio
nas horas caladas
para me inebriar
com a arquitetura lubrica
dos seios da mulher amada.
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