Esperar que a manhã renasça
dos escombros e das cinzas da noite
e que os ventos com suas cirandas aéreas
varram o outono desfolhado
e que o sol com suas lâminas de fogo e luz
acalente os jardins sombreados
para que não haja holocausto de bromélias.
Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
A TELA
Numa mesa encardida
duas maçãs uma pêra partida
e um bule cor de jade:
natureza morta
apascentado os rebanhos
vivos da tarde.
duas maçãs uma pêra partida
e um bule cor de jade:
natureza morta
apascentado os rebanhos
vivos da tarde.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
TU
( para Judite)
os teus olhos continuam a incendiar
as tardes de pássaros banhados de sol,
e os teus lábios arquitetura
de brilho e ternura
soldam nossas nossas palavras
quando o amor nos visita,
teu corpo, febre de fogo e candura,
casulo de encantos e ensejos
continuam sendo patrimônio
universal dos meus desejos.
os teus olhos continuam a incendiar
as tardes de pássaros banhados de sol,
e os teus lábios arquitetura
de brilho e ternura
soldam nossas nossas palavras
quando o amor nos visita,
teu corpo, febre de fogo e candura,
casulo de encantos e ensejos
continuam sendo patrimônio
universal dos meus desejos.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
A FOTOGRAFIA
As sombras do alpendre
apagam os diálogos da memória.
Plantada na lavoura da parede caiada
( em moldura carcomida pela saliva do tempo)
a fotografia dos mortos mastiga
os gomos de sua solidão,
enquanto a chuva caindo no telhado
desperta os pássaros do meu silêncio.
apagam os diálogos da memória.
Plantada na lavoura da parede caiada
( em moldura carcomida pela saliva do tempo)
a fotografia dos mortos mastiga
os gomos de sua solidão,
enquanto a chuva caindo no telhado
desperta os pássaros do meu silêncio.
terça-feira, 26 de junho de 2012
OLHANDO O TEJO
No céu de agosto
gaivotas tingidas de sol
galopam (acrobáticas) os ventos da tarde.
O silêncio surge das escamas do rio
deste rio fatigado de antigas viagens
e de náuseas de velhos marujos
( argonautas de procelas e temporais)
enquanto águas flúvias lambem
as ferrugens do cais.
Cais do Sodré/agosto de 2011.
gaivotas tingidas de sol
galopam (acrobáticas) os ventos da tarde.
O silêncio surge das escamas do rio
deste rio fatigado de antigas viagens
e de náuseas de velhos marujos
( argonautas de procelas e temporais)
enquanto águas flúvias lambem
as ferrugens do cais.
Cais do Sodré/agosto de 2011.
domingo, 24 de junho de 2012
FRAGMENTOS DO OUTONO
Um sol pálido e morno
na tarde fria e nublada
bosques em abandono
ventos coléricos e frios
agitam arvores desfolhadas,
enquanto pardais distraídos
bicam as sombras do outono.
na tarde fria e nublada
bosques em abandono
ventos coléricos e frios
agitam arvores desfolhadas,
enquanto pardais distraídos
bicam as sombras do outono.
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EROTICA
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Quando as sete luas passarem e o tempo mostrar a rota da primavera colherei flores no campo para te oferecer, catarei fiapos de sol para amo...
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Cintia Thomé a linguagem poética fluindo sobre o dorso da tarde, a palavra nua e crua arquiteta fugas no areado do mar a emoção coletando ve...