Inverno. Na serenidade dos lençóis
minhas mãos em gestos cálidos
tocam e amornam os mamílos
dos teus seios brancos e castos.
Lá fora o inverno congela
os jardins da cidade sufocada
em gás carbônico
e na enseada do teu púbis,
intermitentes, latejam vulcões.
Todos os trabalhos postados neste blog são de autoria de Julio Rodrigues Correia e estão albergados pelos termos da Lei nº 9.610 de 19/02/1998 que regula o Direito Autoral no país.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
ESTAÇÃO I
Verão. O dia caminha claro.
A tarde avança carregada de sol
pelos labirintos da cidade aberta
e a coreoagrafia do vento
traz agitação ás copas das arvores
na praça deserta.
Quando não estais comigo, amiga ,
o pesadêlo da espera
gera anseios eróticos
no vácuo de minha imaginação
A tarde avança carregada de sol
pelos labirintos da cidade aberta
e a coreoagrafia do vento
traz agitação ás copas das arvores
na praça deserta.
Quando não estais comigo, amiga ,
o pesadêlo da espera
gera anseios eróticos
no vácuo de minha imaginação
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
A COR DO OLHAR
O olhar se perde no vácuo
das horas.
Polimorfos os raios solares
( semi-opácos)
não penetram na cortina
de neblina que embota
de cinzas e névoas
os labirintos da cidade.
Nada de novo
nestes dias frios
e grisalhos,
apenas uma andorinha
em garras tenta inventar
em vão, o verão
no território do inverno.
E no brilho dos teus olhos
vestígios de mar.
das horas.
Polimorfos os raios solares
( semi-opácos)
não penetram na cortina
de neblina que embota
de cinzas e névoas
os labirintos da cidade.
Nada de novo
nestes dias frios
e grisalhos,
apenas uma andorinha
em garras tenta inventar
em vão, o verão
no território do inverno.
E no brilho dos teus olhos
vestígios de mar.
sábado, 12 de novembro de 2011
O POEMA
O poema desgarra-se de mim
impávido e resoluto divorcia-se
dos meus intentos vivenciais,
inventa outono no território do verão
acalenta o plácido coito dos amantes
matiza o corpo virgem da manhã
evoca a leveza dos jardins
na contemplação dos tecidos do dia
voeja pelas dimensões do tempo
desce as inclinações do sol
descreve a geografia do silêncio
rompe a solidão do alpendre
e pousa suavemente casto
na arquitetura cálida e sensual
dos teus seios brancos e castiços.
O poema jamais voltará para mim.
impávido e resoluto divorcia-se
dos meus intentos vivenciais,
inventa outono no território do verão
acalenta o plácido coito dos amantes
matiza o corpo virgem da manhã
evoca a leveza dos jardins
na contemplação dos tecidos do dia
voeja pelas dimensões do tempo
desce as inclinações do sol
descreve a geografia do silêncio
rompe a solidão do alpendre
e pousa suavemente casto
na arquitetura cálida e sensual
dos teus seios brancos e castiços.
O poema jamais voltará para mim.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
FOTOGRAFIAS
Meus olhos serenos se perdem
na solidão numeral da parede
( caiada e vetusta)
onde postados em fotografias
esmaecidas pela ferrugem do tempo,
meus mortos me olham
com olhares de memória e névoa
e mastigam impávidos
a erva de seus silêncios.
na solidão numeral da parede
( caiada e vetusta)
onde postados em fotografias
esmaecidas pela ferrugem do tempo,
meus mortos me olham
com olhares de memória e névoa
e mastigam impávidos
a erva de seus silêncios.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
EM VÉSPERA DE OCASO
( aos meus amigos de Lisboa)
Nesta tarde de chuva e ócio
com minhas mãos pejadas
de polen de flores suicidas
tento segurar o silêncio
numeral da varanda
e no instante em construção
deixo que as horas sejam
apenas metáforas do tempo
e que as folhas das arvores
desenhem a música do vento
no verde de suas essências
e arquitetem ares de outono.
Olhando os grãos da chuva
saturando os velhos telhados
espero na sutileza do alpendre
( enquanto a memória engole
os gomos do passado),
os pássaros afinarem
seus doces e derradeiros flautins
para a celebração do pálido
acontecer de ocaso.
Nesta tarde de chuva e ócio
com minhas mãos pejadas
de polen de flores suicidas
tento segurar o silêncio
numeral da varanda
e no instante em construção
deixo que as horas sejam
apenas metáforas do tempo
e que as folhas das arvores
desenhem a música do vento
no verde de suas essências
e arquitetem ares de outono.
Olhando os grãos da chuva
saturando os velhos telhados
espero na sutileza do alpendre
( enquanto a memória engole
os gomos do passado),
os pássaros afinarem
seus doces e derradeiros flautins
para a celebração do pálido
acontecer de ocaso.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
CAIS DO SODRÉ
No último instante da tarde
a cidade abraça-se com o rio
(que ama, devota e quer)
Lisboa tem a cara do Tejo
e o Tejo tem a cara do mar
descendo as ladeiras sombrias
a noite avança impetuosa e fria
sobre o Cais do Sodré.
Lisboa/ setembro/2011
a cidade abraça-se com o rio
(que ama, devota e quer)
Lisboa tem a cara do Tejo
e o Tejo tem a cara do mar
descendo as ladeiras sombrias
a noite avança impetuosa e fria
sobre o Cais do Sodré.
Lisboa/ setembro/2011
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